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WEP - O que é? Como Funciona? É Seguro?

A segurança de uma rede sem fios é muito importante, especialmente para a hospedagem de aplicativos e de informações valiosas. Por exemplo, redes transmitindo números de cartão de crédito para verificação ou armazenando informações sensíveis definitivamente precisam ter sua segurança reforçada. Nesses casos, você deve ser proativo na proteção de sua rede contra ataques de segurança.

Quando ativamos o Access Point com os parâmetros originais de fábrica, todos os equipamentos com adaptadores WiFi em sua área de cobertura poderão se conectar a ele e visualizar os dados sendo transmitidos. Isso pode permitir que hackers violem seu sistema ou roubem dados sigilosos. A primeira medida para evitar esse problema é ativar WEP em sua rede.

WEP, sigla para o protocolo de segurança de redes sem fio padrão 802.11, é um padrão opcional de criptografia e compressão que está disponível na maioria das placas de interface de rede e nos elementos ativos, tais como Access Points. Quando implementamos uma rede Wireless, devemos estar bem atentos à ativação do WEP para melhor a segurança.

O Funcionamento do WEP

Se um usuário ativa WEP, o adaptador de rede codifica o pacote de dados (cabeçalho e corpo) de cada frame 802.11 antes da transmissão, usando uma chave fixa que deve estar configurada no Access Point, e faz a decodificação no momento da recepção do frame. WEP somente codifica dados entre estações 802.11. Uma vez os dados tenham sido recebidos, WEP não é mais aplicado.

Como parte do processo de codificação, WEP prepara para uma chave concatenando a chave compartilhada configurada pelo usuário com um vetor de inicialização (IV). O vetor de inicialização é usado para prolongar a vida da chave, uma vez que a transmissão pode ser feita com um elemento diferente do IV, gerando chaves pseudo-aleatórias mais complexas. Os pacotes WEP também incluem um campo de verificação de integridade (ICV).

O ICV é uma validação de integridade que a estação receptora recalcula e compara com a enviada pelo transmissor para determinar se os dados sofreram qualquer modificação durante sua viagem no ar. Se a estação receptora calcular um ICV que não combina com o valor no frame, ela pode rejeitar o pacote ou alertar o usuário.

WEP especifica chaves compartilhadas fixas de 40 ou 64 bits para codificar e decifrar os dados. Alguns vendedores incluem também chaves de 128 bits (conhecido como WEP2) em seus produtos. Com WEP, a estação receptora deve usar a mesma chave para decodificação. Cada NIC e ponto de acesso, então, devem ser manualmente configurados com a mesma chave.

Antes da transmissão acontecer, WEP combina a chave com o pacote de dados e o ICV através de um Ou Exclusivo binário, que produz dados codificados. WEP inclui o Vetor de Inicialização não codificado dentro dos bytes iniciais do corpo do frame. A estação receptora usa este Vetor de Inicialização junto com a chave compartilhada configurada para decifrar o corpo do pacote.

Na maioria dos casos, o transmissor usará um Vetor de Inicialização diferente para cada pacote (isso, porém, não é exigido pelo padrão 802.11). Quando são transmitidas mensagens tendo uma origem única, o início de cada pacote codificado será o mesmo quando se usa uma mesma chave. Isso simplificaria o trabalho dos hackers a violar o algoritmo de criptografia. Mas, como o IV é diferente para a maioria dos pacotes, esse problema é evitado. Esse recurso é fundamental para a segurança de seu rede Wireless.

O que há de errado com WEP?

WEP faz parte do padrão 802.11 original de setembro de 1999. Naquela época, o comitê 802.11 estava ciente de algumas limitações do WEP; porém, WEP era a melhor opção disponível. Não obstante, WEP sofreu muitas críticas durante os anos seguintes.

WEP é vulnerável por causa do tamanho limitado dos Vetores de Inicialização e pelas chaves serem estáticas. Os problemas do WEP não têm nada a ver com o protocolo RC4 de criptografia. Com apenas 24 bits de comprimento, o universo de valores do IV, faz com que muitos pacotes usem o mesmo IV para criptografia. Para uma rede com alto tráfego, essa repetição de IV pode acontecer em menos de uma hora. Isso resulta em pacotes com a parte inicial muito semelhante. Se um hacker capturar bastante pacotes com o mesmo IV, ele pode calcular a chave compartilhada e daí decifrar todos os pacotes da rede.

A natureza estática das chaves compartilhadas torna mais sério o problema da troca das chaves das estações. Como conseqüência, muitos administradores de redes utilizam a mesma chave por semanas, meses e até anos. É justamente essa prática que traz a má do WEP. Alguns fabricantes já fornecem mecanismos de troca dinâmicas de chaves entre seus dispositivos e isso em breve vai estar disponível em todos equipamentos WiFi.

Quando faz sentido ativar WEP

Apesar das falhas e das vulnerabilidades,WEP é melhor que nada, e você deve habilitar WEP como um nível mínimo de segurança. As táticas de wardriving são muito comuns e redes sem WEP facilitam muito o trabalho desses hackers.

O Wardriving consiste em utilizar um detector de Wifi ou mesmo um computador portátil com um adaptador Wifi e sair pelas ruas com analisadores de protocolo e sniffers para descobrir WLANs. A maioria dessas pessoas são capazes encontrar sua rede Wifi e usa-la para carregar trojans ou mesmo usar sua conexão para navegar na Internet.

Com o Wep ativo, você minimiza significativamente o risco de isso vir a acontecer, especialmente se você tiver uma rede em casa ou no escritório. WEP funciona bem em manter a maioria das pessoas fora, pelo menos aqueles não estão decididos a entrar em sua rede. No entanto, tome cuidado, já que existem hackers de verdade que podem explorar as fragilidades do WEP e acessar redes sem WEP, especialmente aquelas com alto uso.

Fique atento. Nos próximos artigos, discutiremos outros mecanismos de segurança que você pode aplicar para proteger sua rede sem fios, além do WEP.

Caso você deseje mais informações sobre redes sem fio, veja outros artigos neste site sobre WiFi.

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