As
redes wireless (redes sem fio) são soluções normalmente aplicadas onde
uma infra-estrutura de cabeamento convencional (cobre ou fibra óptica) não
pode ser utilizada.
Redes wireless viabilizam dessa forma o atendimento de pontos de rede
com a mesma eficiência e até mesmo uma melhor relação custo/benefício
em relação ao sistema de cabeamento convencional nesses casos.
Embora ainda persistam algumas dúvidas e discussões sobre a
confiabilidade e eficiência das redes sem fio no que diz respeito à
segurança na transmissão da informação, existe um consenso sobre sua fácil
configuração, eficiente controle e gerenciamento de dispositivos e
simplicidade para alterações do layout.
A instalação de redes wireless e de novos pontos de rede eliminam a
necessidade de se passar novos cabos, reduzindo o tempo de configuração
de novas posições de trabalho e facilitam a construção de estruturas
provisórias como quiosques, salas de treinamento, etc.
Uma rede wireless proporciona, dessa forma, todas as funcionalidades de
uma rede cabeada, porém sem as restrições físicas do cabeamento
propriamente dito.
Atualmente a grande maioria das redes wireless permite plena
conectividade e atende aos padrões e normas dos organismos
internacionais. Isto significa que, uma vez utilizando equipamentos
padronizados, redes wireless podem ser interconectadas com as redes de
cabeamento convencional sem maiores problemas e computadores utilizando
dispositivos wireless interagem com computadores da rede cabeada e
vice-versa sem qualquer restrição. Por esse motivo, podem ser utilizadas
em WAN’s ou LAN’s, seja para a conexão de pontos distantes, seja
simplesmente para diminuir ou eliminar o cabeamento existe na rede local,
por exemplo.
No início, quando se começou a falar em redes wireless, uma aplicação
foi o compartilhamento de conexões para acesso à internet nas residências.
A tecnologia tinha como usuário final o consumidor doméstico e as
velocidades de transmissão disponíveis eram baixas. Atualmente estão
disponíveis dispositivos para redes wireless com velocidades que variam
de 1.6Mbps a 25Mbps para uso em redes locais.
Configurações de redes wireless também podem ser simples ou
complexas, visando proporcionar acesso ponto a ponto ou entre áreas com
alta densidade de usuários.
Essas conexões utilizam um sistema bem simples onde, do lado do usuário,
um cartão com as funcionalidades de uma placa de rede, porém com
recursos de transmissão de dados por radiofreqüência é conectada a um
slot vago do computador do usuário.
Do outro lado, um provedor conecta esse computador na rede mundial.
Assim, dispensa-se a necessidade de cabeamento e mesmo da própria rede de
telefonia convencional no usuário para a conexão com a internet.
Toda a transmissão passa a ser feita por radiofreqüência até o
provedor. Isto significa dizer também que, onde quer que a pessoa esteja,
em casa, no escritório ou até mesmo na rua, é possível navegar pela
internet, ler e-mails, etc, a partir de um computador portátil, por
exemplo, uma vez dentro da área de cobertura do provedor. Essa experiência
gerou novas aplicações e empresas passaram a utilizar as redes wireless
em conjunto com redes convencionais (em cobre ou fibra óptica para a
transmissão de informações).
A popularização das redes locais sem fio e a conseqüente diversificação
das soluções, aliadas ao fato de que muitos usuários não têm a mesma
preocupação com a utilização das informações nesse tipo de rede como
ocorre nas redes convencionais quanto ao aspecto de segurança, estão
criando uma grande dor de cabeça para os gestores em segurança da
informação nas empresas.
Essa situação é fácil de entender. O advento das redes sem fio
criou um novo hobby entre os hackers, que passaram a utilizar equipamentos
portáteis equipados com interfaces de comunicação sem fio e programas
capazes de identificar pontos de vulnerabilidades nas redes wireless.
Dessa forma, além da preocupação em codificar as informações
transmitidas pela rede existe, surge para o administrador da rede a
necessidade de obter meios capazes de mostrar a existência de falhas
(aberturas na rede) que poderiam ser usadas por qualquer pessoa mal
intencionada para obter informações dessa rede.
Resolver esses problemas de vulnerabilidades passou a ser o objetivo
dos fabricantes de equipamentos juntamente com os administradores de
redes.
Recentemente, a Secretaria de Defesa dos Estados Unidos pôs em prática
uma nova política de segurança onde proibiu a utilização de diversas
categorias de dispositivos sem fio (wireless devices) nas dependências da
maior parte das instalações das forças armadas americanas, sob a
argumentação de que esta tecnologia seria demasiadamente vulnerável
para salvaguardar de uma maneira adequada as informações confidenciais
do país.
O documento referente à nova política de segurança para
comunicações sem fio do governo norte americano também inclui algumas
exceções no que diz respeito a determinados dispositivos e situações,
inclusive em certas circunstâncias de emergência e em relação a
dispositivos que só permitem a recepção de dados.
A Agencia de Segurança Nacional Americana ("National Security
Agency" - NSA), fará um levantamento criando um banco de dados sobre
as vulnerabilidades da tecnologia sem fio com o objetivo disponibilizar
informações sobre as vulnerabilidades de segurança identificadas em
redes sem fio (wireless networks), para permitir o emprego de tecnologias
sem fio mais seguras.
Parte dessa iniciativa se traduz na utilização de novos equipamentos
e sistemas que podem ser utilizados em computadores portáteis, equipados
com uma placa de rede wireless e um conjunto de antenas. Todo esse aparato
tem como objetivo principal encontrar esses pontos de vulnerabilidades na
área de cobertura dessas redes.