TCU divulga indicadores de Tecnologia da Informação

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta semana o relatório com indicadores de tecnologia da informação (TI) na administração pública federal. O relatório é composto de despesas de TI, indicadores internacionais, governança e pessoal de TI, lei de informática e dados abertos.

O tribunal concluiu que as despesas de TI têm mantido valor estável desde 2010, considerando o montante empenhado. Quanto à utilização de TI, o TCU destacou como preocupante o indicador “usuários de Internet”, com apenas 50% da população brasileira, por representar limitação dos beneficiados pelos serviços eletrônicos. Países desenvolvidos apresentam números superiores a 80% para esse indicador.

O relatório utilizou alguns trabalhos anteriores do tribunal, como fiscalização de 2013, em que o TCU havia mapeado a situação do quadro de pessoal de TI da administração federal e concluído que, embora 4,7% da força de trabalho seja alocada em funções de TI, apenas 2,9% do quadro total é de pessoal efetivo (servidores ou empregados). Haveria risco, portanto, de funções estratégicas e sensíveis, tais como as relacionadas a planejamento, monitoramento, controle e contratações, serem desempenhadas por funcionários sem vínculo com a administração pública.

Alguns indicadores utilizados no relatório posicionaram o Brasil entre os piores nos quesitos ambiente de negócios e inovação, baixo índice educacional em matemática e ciências, capacidade do estado em mediar conflitos, quantidade de dias e procedimentos para iniciar um negócio (prazo médio de 107 dias) e preço de tarifas de telefonia móvel.

Foram também empregados indicadores educacionais, fundamentais para desenvolver e usar tecnologia. Eles possuem forte impacto negativo no índice brasileiro, especialmente em qualidade do sistema educacional (126ª posição) e qualidade da educação em ciência e matemática (136ª). O indicador infraestrutura tecnológica das escolas deixou o Brasil na 98ª posição. Outro dado que evidencia o atraso do país na área é o baixo índice de trabalhadores engajados em atividades intensivas em tecnologia (75ª)

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