Conheça o sistema Linux

1 Linux

Neste artigo será abordado o sistema operacional Linux, iniciando com um breve histórico, passando pela descrição e comentários de algumas das principais distribuições e finalizando com algumas dicas e características do processo de instalação do mesmo.

1.1. Um breve histórico do Linux

“O sistema operacional Linux é uma versão gratuita distribuida do primeiro UNIX desenvolvido por Linus Torvalds na Universidade de Helsinque na Finlândia. O UNIX é um dos sistemas operacionais mais populares do mundo por causa de sua grande base de suporte e distribuição”. O desenvolvimento do Linux contou com a participação de vários programadores UNIX e especialistas em Internet, dando a qualquer um que possuísse algum conhecimento e experiência necessários a possibilidade de desenvolver e até mesmo alterar o sistema.

Foi inicialmente desenvolvido como um passatempo para Linus. Foi inspirado no Minix, um pequeno sistema UNIX desenvolvido por Andy Tannenbaum.

Em agosto de 1991 a versão 0.01 ficou pronta, mas nenhuma publicação foi feita para esta versão, suas fontes não foram nem sequer executadas.

Dois meses depois, em 5 de outubro de 1991, Linus lançou a primeira versão oficial do Linux, a versão 0.02, porém pouco acrescentava em relação à versão anterior. Depois da versão 0.03, Linus desenvolveu o sistema até a versão 0.10, quando mais pessoas começaram a trabalhar no desenvolvimento. Dando seguimento ao sistema, Linus elevou o número da versão para 0.95, e segundo ele, logo estaria pronto para o lançamento de uma versão oficial.

Duas importantes fontes de software para o desenvolvimento do Linux foram o projeto GNU da Free Software Fundation (Fundação de Software Livre), uma organização de porte internacional que suporta a apóia projetos diversos ligados ao código livre, e os trabalhos em curso na Universidade de Berkeley. Destas duas fontes saíram diversos dos atuais utilitários e aplicativos do Linux, como o compilador C e os servidores de rede, entre outros.

Após passar por várias versões, o Linux é hoje um clone do UNIX completo. Possuindo compatibilidade com praticamente todos os grandes pacotes gratuitos de software. As versões disponíveis estão em vários idiomas, possuindo as variadas aplicações, processadores de texto, suportando redes e gerenciadores de banco de dados, e outras.

1.2. Distribuições do Linux

Sendo o Linux um software gratuito, a sua distribuição não é controlada por nenhuma organização ou entidade. Por isso, qualquer cidadão está apto à distribui-lo. Mas existem algumas empresas que cobram pela mídia.

Isso ocorre porque uma empresa pode obter gratuitamente o núcleo do Linux, trabalhar em cima desse núcleo, adicionar interfaces gráficas, aplicações, documentar e vender este pacote. Assim foi o surgimento das versões comerciais.

A característica de ser um software gratuito onde qualquer pessoa pode manipulá-lo, torna o Linux um sistema operacional de muitas distribuições. As distribuições disponíveis podem variar das mais completas, que vêm com todo o software que você precisa e mais alguns aplicativos, até as mais “enxutas”, que são indicadas para usuários que não dispõem de muito espaço em disco. Essas versões “enxutas” possuem apenas o básico necessário para o seu funcionamento.

A seguir serão apresentadas e comentadas algumas distribuições do Linux disponíveis atualmente:

  • Red Hat: Esta distribuição tem anexada ao núcleo do sistema recursos de programas de configuração de recursos de sistema, interfaces gráficas, especializações para cliente e servidor, entre outras. A característica forte dessa distribuição é a facilidade de instalação. “O processo de instalação é feito através do pacote RPM (Red Hat Package Manager), com ele toda a estrutura de funcionamento do software é transferida para o disco, nos locais apropriados, facilitando a atualização do sistema. Junto com a distribuição Red Hat são fornecidas as interfaces gráficas X-Windows e KDE”.
  • Slackware: É uma versão que apesar de não suportar os pacotes da Red Hat, traz consigo um conversor que permite trabalhar com eles. O Slackware possui opções de segurança, como por exemplo, o de avisar que uma função de inicialização do sistema (script) foi alterada e que isto poderá trazer problemas. Possui a interface gráfica X-Windows e o gerenciador de janelas.
  • Caldera: É uma versão voltada para uso empresarial. Possui uma série de drivers, ferramentas e recursos para interligação do Linux em rede, como servidor. Esta versão vem com uma licença de um módulo de desenvolvimento do banco de dados Sybase e o ambiente gráfico KDE, incorpora também compatibilidade com o mecanismo RPM da Red Hat.
  • Debian: É a versão indicada para programadores mais experientes. Possui a sua própria estrutura de pacotes, o formato DEB, que é utilizado para instalação do sistema e dos aplicativos. Os especialistas o consideram a ferramenta de instalação mais versátil do mercado.
  • Conectiva: A distribuição Conectiva é um trabalho feito em cima da versão Red Hat, incluindo traduções de mensagens e textos de apoio para o português e definições de hardware que normalmente são usados no Brasil, como placas de controle, monitores, impressoras, mouses, etc.

1.3. Instalação do Linux

O objetivo de se instalar um sistema operacional é a de possibilitar dar inicio ao uso do computador. Instalar um sistema é transferir para uma unidade de disco uma parte deste sistema.

A instalação do Linux, por ele ser um sistema complexo, abrangente e escrito por diversas pessoas, não é considerada umas das tarefas mais simples. Ele difere-se do sistema operacional Windows, por exemplo, por possuir diversas formas de instalação, isso ocorre devido à duas peculiaridades do Linux:

  • Possui variadas fontes de instalação, podendo ser instalado a partir de um ou dois CDs, utilizando-se ou não um disquete de inicialização. Uma outra forma é via Internet ou via FTP (File Transfer Protocol). Ou ainda poderá ter seu conteúdo de instalação copiado para uma unidade de disco de um computador e a partir dali ser instalado.
  • Possui diferentes distribuições. Como cada distribuição tem suas características e finalidades, o processo de instalação de cada uma delas poderá ter seqüência, duração e procedimentos diversos.

A seguir serão descritos alguns recursos mínimos de máquina necessários para a instalação do Linux, e algumas características de dispositivos que seria importante o usuário ter conhecimento antes de iniciar o processo de instalação:

  • Processador: Processadores da Intel igual ou superior aos 386, processadores não-Intel como: Alpha, SPARC, Power PC, são suportados pelo Linux.
  • Memória: O Linux requer no mínimo 2 MegaBytes de memória, no caso de servidores de rede recomenda-se no mínimo 16 MegaBytes.
  • Discos e Controladoras: O Linux requer uma configuração especial para computadores que possuam controladoras SCSI, caso contrário, com discos normais será necessário criar uma partição para a instalação. Isso significa que o Linux poderá ser instalado no mesmo disco do DOS ou Windows, só que em partição diferente. O espaço da partição recomendável dependerá da quantidade de pacotes que serão instalados, a versão mínima do Linux requer pelo menos 20 MegaBytes, mas instalando-se aplicativos, editores de texto, ambientes gráficos esse valor poderá chegar a 200 MegaBytes.
  • Monitor de Vídeo: A configuração do monitor de vídeo requer o conhecimento de que placa de vídeo e monitor estão instalados no computador. Além de modelo e fabricante, deve-se também passar como parâmetro no momento da instalação a quantidade de memória de vídeo que se possui, freqüências usadas pelo monitor, tipos de recursos, etc.

Autores: Lucas Lopes dos Santos e Ronaldo do Amaral