Chief Data Officer, o papel do gestor de dados corporativos

Sua empresa tem um líder responsável pela gestão dos dados corporativos? Algumas empresas já estão adotando em seus quadros um novo executivo, responsável pela segurança de dados, o Chief Data Officer (CDO). Entre os desafios enfrentados pelos gestores de dados corporativos está a mudança da cultura para uma baseada em dados e a busca por estratégias possíveis para migrar sistemas legados. Porém, o maior desafio é a pressão para gerir dados de maneira rápida, com menos recursos e tempo.

A maioria concorda com a necessidade de trabalhar pequenas vitórias para demonstrar o ROI. No entanto, além disso, é preciso ter em mente que mesmo a melhor estratégia não se concretiza da noite para o dia. Confira algumas dicas de CDOs de sucesso para defender suas ações na empresa:

  1. Construa parcerias com o CIO. Em uma busca rápida, “Ciência de Dados” é a palavra-chave mais associada ao Chief Data Officer. Em segundo lugar, aparece “Responsabilidades do CIO”. Enquanto devem gerir os dados de uma empresa, todo Chief Data Officer deve concordar que também está em uma relação de negócios, por isso, devem saber que estão juntos do CIO em uma estratégia de dados.
  2. Seja consciente do viés humano. Além da análise preditiva e da análise descritiva, existe também a análise presuntiva. Trata-se da influência do viés humano na análise, que pode pesar nas estatísticas.
  3. Entenda suas ferramentas. Muitas empresas dedicam boa parte do budget à compra de novas ferramentas que os tomadores de decisão mal chegam a usar. O fato é que, em certo ponto, o usuário médio não sabe explicar por que algumas métricas se movem do vermelho, para o verde ou o amarelo. Para tirar valor das ferramentas de dados, é preciso saber por que os dados fazem o que fazem, ou seja, a história por trás deles. É preciso ser capaz de identificar as diferenças na ferramenta e fazer as perguntas certas. Mais importante: saber se a informação dada pela ferramenta é útil.
  4. Preocupe-se com ameaças internas e a privacidade. Muitos CDOs estão preocupados apenas com o uso de dados para gerar receita. Por meio da análise de metadados de e-mails e dados não estruturados, por exemplo, é possível encontrar padrões do comportamento humano, incluindo o mau comportamento. Alguns indicadores mostram que indivíduos estão cometendo fraudes, passando por crises no relacionamento, divórcios, crises financeiras, drogas e até problemas com álcool. Apesar de ser benéfico na identificação de ameaças internas, isso também traz grandes implicações legais e éticas.
  5. Olhe para os dados não estruturados. A maioria das empresas ainda não organizou seus dados não estruturados. Atualmente, estima-se que 20% dos dados sejam estruturados, enquanto 80% sejam não estruturados. O maior problema é que as organizações parecem ignorar os riscos e as oportunidades trazidas por essas informações, por isso, é importante dar contexto aos dados, principalmente aos mais sensíveis.
  6. Evite violações junto ao CFO. Para evitar violações de dados, é importante ter a ajuda do CFO para lidar com controles fracos e comprar soluções de segurança melhores. Os CFOs são preocupados em criar valor e impactar positivamente a empresa e têm profundo conhecimento dos ativos críticos para a continuidade do negócio.
  7. Mude para uma cultura baseada em dados. Trabalhe primeiro as pequenas vitórias por meio de projetos de negócio que já deram resultado e tenha as pessoas certas no seu time. Além disso, dedique tempo à organização dos dados para que tenham maior qualidade e, ao fazer isso, conte apenas as tendências compreensíveis. Use ferramentas simples, que qualquer um possa entender, para obter apoio. A seguir, construa complexidade e repita de acordo com a necessidade. Com essa fundação, a empresa terá mais poder para entender quais decisões devem tomar para impactar o negócio.

 

Carlos Rodrigues
Portal Nacional de Seguros