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Artigo: WiFi ou HiFi?

WiFi ou HiFi?

Participei de uma conversa sobre equipamentos Wireless e constatei a presença do termo HIFI. Seria mesmo o HIFI que conhecia dos anos 80? Onde caberia o conceito HIFI, equipamento capaz de reproduzir o áudio com a maior fidelidade possível, empregando os melhores projetos e componentes em uma comunicação Wireless?

Ouvidos destreinados, mas visão nem tanto. Dias depois li uma matéria sobre Wireless e surgiu a palavra Wi-Fi, acrônimo de Wireless Fidelity (fidelidade sem fios). A partir daí o diálogo anterior passou a ter mais sentido. Uma rede Wireless LAN (WLAN) é uma rede local sem fio padronizada pelo IEEE 802.11 e é conhecida também pelo nome de Wi-Fi e marca registrada pertencente à Wireless Compatibility Alliance (WECA). Produtos certificados podem usar o logotipo a seguir, official Wi-Fi, o qual indica que este produto tem interoperabilidade com qualquer outro produto Wi-Fi.

A padronização IEEE 802.11 agora se tornou uma família de redes Wireless LAN identificada por IEEE 802.11x, onde x pode ser alguma letra do nosso alfabeto. Por enquanto, não existe em si o padrão IEEE 802.11x, pois ele só faz alusão à família Wireless LAN.

O filho mais pródigo nesta família de redes Wireless LAN é o Wi-Fi, que vem a ser o padrão IEEE 802.11b com as seguintes características: opera em 2,4GHz, taxa de transmissão de 11Mbps, modulação DSSS (Direct Sequence Spread Spectrum ou espalhamento espectral por seqüência direta) com alcance de 100 a 300 metros. A definição é específica. Mas alguns artigos acrescentam que se trata de uma tecnologia de acesso à Internet sem fios e cabos e que pode chegar a uma taxa de transmissão de 54Mbps, o que torna a definição mais abrangente e dependente de solução de conectividade à rede mundial de computadores.

Na prática, ou melhor, em aeroportos, bares, restaurantes, shoppings com redes Wi-Fi, há sim relação explícita com conectividade à Internet. Dizer que uma determinada área pública disponibiliza acesso Wi-Fi é o mesmo que falar que o cliente pode navegar na Internet a partir de um computador que usa tecnologia Wireless LAN. Aliás, este ponto de acesso é chamado de hotspot. Um hotspot é uma área (ou ponto) de acesso Wi-Fi, em particular para conexão à Internet.

Afinal, Wi-Fi sem Internet é Wi-Fi? Sem dúvida, pois nem só de Internet vive o Wi-Fi. Uma das principais aplicações de tecnologias wireless (sem fio) é a possibilidade de interconexão envolvendo vários sistemas. Quer ouvir suas músicas MP3 no aparelho de som da sala? O Wi-Fi permite que o usuário conecte o computador ao aparelho, sem usar cabos, em qualquer lugar da casa, e ouça suas músicas ou veja seus vídeos e fotos armazenados no PC em outros aparelhos espalhados pela casa. A Philips, possui em sua linha de produtos, um micro-system capaz de reproduzir músicas MP3 armazenadas em um computador via Wi-Fi e ainda controlar a distância todo o acervo de MP3 do PC, sem usar nenhum cabo. O modelo MCW770 custa R$ 1.990.

Para quem gosta de vídeos e sempre sonhou em poder assistir a filmes em DiVX no seu aparelho de TV e não no computador, a tecnologia Wi-Fi veio para realizar esse desejo. A D-Link lançou recentemente o Wireless Media Player, aparelho que permite a exibição de vídeo, áudio e imagens armazenados no PC em qualquer aparelho de TV, por meio de uma conexão sem fios. O aparelho custa cerca de R$ 1.180.

Apesar do alto custo de alguns equipamentos, a tecnologia sem fio veio para ficar. Com R$ 1.000, m ais ou menos, é possível criar uma rede sem fio doméstica interligando dois computadores, além de permitir que mais aparelhos comuniquem-se utilizando a rede wireless.

O que o futuro das tecnologias Wi-Fi nos reserva? O presente pode dar uma pista. Cerca de 48 pequenas cidades americanas já possuem redes Wi-Fi municipais, enquanto que a tecnologia WiMax promete cobrir os grandes centros urbanos com redes sem fio, com alcance em torno de 50 Km, contra algumas centenas de metros do padrão Wi-Fi. A previsão é de que 200 cidades americanas passem a contar com redes municipais sem fio, disponíveis aos cidadãos.

O novo termo aqui apresentado, o WiMax, será visto em outra oportunidade, onde pretendo compará-lo ao conhecido Wi-Fi, e também tratar da família 802.11x.

Tanto falei sobre Wi-Fi e praticamente nada sobre HIFI. Para descontrair, tirar o foco do mundo da informática, segue um texto que não explica mas dá a devida dimensão do significado HIFI.

Muita gente, pouco acostumada ao mundo HIFI, que teve ou ainda tem um toca-discos, pode estar se perguntando: -”Mas o que é esse tal de MM e MC?”.

Existem diversos tipos de cápsulas para toca-discos, embora os dois mais conhecidos e muito utilizados são as MM (“moving magnet” ou “imã móvel”) e MC (“moving coil” ou “bobina móvel”). O som nos discos de vinil é gravado em sulcos representando as ondas sonoras. Esses são lidos pela agulha, que vibra de forma idêntica (ou quase) às ondas sonoras impressas no vinil. Cabe à cápsula transformar essas vibrações mecânicas em impulsos elétricos e enviar ao pré. E é aí que entram essas siglas MM e MC.

Nas cápsulas MM existe um minúsculo imã preso no cantilever (aquele tubinho com a agulha na ponta), na extremidade oposta a agulha. Esse imã está entre 2 pequenas bobinas de fio bem fino (dentro da cápsula) e ao mover-se junto com a agulha, gera uma pequena tensão elétrica nessas bobinas: é o sinal de áudio.

Nas MC, em vez de um imã, existem duas delicadas bobinas presas ao cantilever. O imã é fixo e fica dentro da cápsula. As bobinas é que se movem junto com a agulha, e daí é extraído o sinal de áudio.

Vejam que o princípio é o mesmo, mas a construção é diferente. Numa é o imã que se move, noutra as bobinas.

A vantagem das MC é que o conjunto móvel (agulha, cantilever e bobinas) é mais leve que nas MM (agulha, cantilever e imã). Sendo assim, pode acompanhar melhor os sulcos no disco, reproduzindo-os com maior fidelidade. As desvantagens: são mais caras (pois exigem uma precisão muito maior na fabricação) e o nível de saída é mais baixo, pois as bobinas são bem menores e com menos fio (logo, geram uma tensão menor).

As cápsulas MC comuns têm um nível nominal de saída cerca de 10 vezes menor que o nível de sinal das cápsulas MM. O que vale não é a quantidade, mas a qualidade. Em linhas gerais, quanto menor a tensão de saída (tanto em MM como em MC), maior sua qualidade, pois o conjunto móvel é mais leve e mais sensível a vibrações mecânicas.

As MC tradicionais precisam de um pré-amplificador especial, mais sensível e com impedância de entrada bem mais baixa que as entradas phono convencionais. Ou pode ser usado um step-up (também chamado “pré pré”) entre o toca-discos e o pré phono comum, para elevar o nível do sinal de áudio extraído da MC.

Existem alguns modelos de MC chamados “high output” ou “high energy” que têm um nível de saída bem maior, entre 1,5 e 2,5mV (a velocidade de 5cm/s), rivalizando com as MM. Mas não tem a mesma qualidade das MC tradicionais, pois para atingir esse nível de tensão precisam de bobinas maiores e conseqüentemente mais pesadas. Mas ainda assim ganham da maioria das MM.

Algum palpite de qual das duas cápsulas pertence ao mundo HIFI (High Fidelity ou Alta Fidelidade)???

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