Quais as vantagens de um software de gestão on-line?

Quais as vantagens de um software de gestão on-line? Esta talvez seja a pergunta mais comum feita pelas empresas quando se pretende implementar um sistema de ERP. Essa dúvida surge, justamente, porque o empresário quer escolher o caminho certo e não errar no investimento. Embora existam muitas vantagens de uma solução de software de gestão na nuvem, alguns pontos podem ser destacados como essenciais.

Vantagens do software de gestão on-line

Em primeiro lugar, vale destacar a diminuição do custo de implementação, principalmente, a longo prazo. Assim, com a redução de custos, permite-se que empreendedor invista este dinheiro em seu próprio processo de negócio. Dentre estas diminuições de custo vale citar alguns exemplos como o baixo investimento nas estações de trabalho. Com o sistema on-line, estas necessitam apenas suportar a execução de um browser (navegador) de internet compatível (flexível para diversos ambientes operacionais, inclusive open source).

Há ainda a baixa preocupação sobre problemas técnicos. Um exemplo é a ajuda on-line de vendedores externos que se torna mais rápida. O ambiente de produção pode ser replicado em qualquer lugar e o atendimento de suporte pode ser muito mais ágil.

A implantação deste sistema on-line torna os treinamentos e as implementações mais fáceis, gerando a diminuição dos custos de locomoção, hospedagens e demais despesas que são geradas pelos sistemas de treinamentos tradicionais.

Cada vez mais os jovens muito cedo são familiarizados com a internet. O fato de chegar ao mercado de trabalho e utilizar uma ferramenta próxima de sua rotina aproxima estes profissionais de uma efetiva utilização das ferramentas operacionais. Assim, a empresa ganha em agilidade e otimização de tempo com um software de gestão em nuvem.

Mobilidade com segurança

O sistema de gestão ERP pode ser acessado de qualquer lugar e a qualquer hora a partir de um simples navegador. Usuários remotos, como executivos e representantes de vendas podem acessar o sistema da empresa com qualquer navegador.

Talvez, esta seja uma das maiores vantagens oferecidas, porém, como podemos observar não é a única, até porque isso já é possível com diversas ferramentas disponíveis no mercado. O que talvez seja a diferença da aplicação WEB para ferramentas de assistência e acesso remoto é o custo mensal de manutenção. As aplicações WEB não exigem nenhum investimento extra com softwares de comunicação, que não seja a própria internet.

Um bom exemplo deste diferencial é o que temos identificado, principalmente, em empresas de pequeno e médio porte que realizam sua escrituração contábil com terceiros (escritórios de contabilidade). Com o ERP-Web a facilidade que este escritório tem em monitorar todos os movimentos diariamente, sem a necessidade de estar de forma presencial na empresa, torna a gestão da empresa muito mais ágil e eficaz.

Como mencionado anteriormente, estas são apenas algumas vantagens, que sem dúvida, podem ser ponderadas pelos gestores no momento de escolha por um software. Não somente na conjuntura atual, mas sempre, o custo-benefício sempre foi fator determinante nas escolhas de investimento. Dessa forma, porque não aliar custo-benefício com tecnologia de ponta e usabilidade moderna?
Alexandre Souza é gestor do Centro de Capacitação da Delsoft Sistemas.

Os 10 mandamentos do trabalho à distância

A entrada em vigor da lei 12.551 – o que se deu em 15 de dezembro de 2011 – e a alteração do artigo 6º da CLT trouxeram à discussão muitas questões relacionadas ao trabalho em domicílio e o trabalho à distância.

Referido artigo estabelecia não haver diferença entre empregados que realizam suas atividades no estabelecimento de seus empregadores e aqueles cujas atividades são realizadas em seu domicílio, desde que observados os requisitos caracterizadores do vínculo empregatício, quais sejam: habitualidade, onerosidade, subordinação, pessoalidade e alteridade.

Trabalho à distância

Ocorre, a alteração legislativa introduziu a expressão “e o realizado a distância”, prevendo a possibilidade de que as tarefas possam ser realizadas por intermédio de equipamentos telemáticos, a exemplo de smartphones e tablets.

Ainda, foi introduzido um parágrafo único no artigo 6º consolidado, prevendo-se a possibilidade de que o empregador exerça, tal como se pessoalmente, controle e supervisão por meio de aparelhos telemáticos e informatizados.

Louve-se as intenção do legislador em atentar à evolução tecnológica e seu impacto nas relações trabalhistas. Todavia, em nossa compreensão, a previsão legal passa muito ao largo de prever várias situações que certamente suscitaram dúvidas e embates judiciais quanto ao trabalho à distância.

Questões Fundamentais

Ao momento, apenas três indagações como exemplo do muito que há a ser discutido às barras de nossos tribunais:

  • Como controlar a jornada de trabalho, evitando que o trabalhador se efetive, desnecessariamente, em jornada extraordinária ou noturna de trabalho?
  • Como exercer, efetivamente, controle sobre as atividades a serem desenvolvidas pelo empregado? Por fim,
  • Como considerar a questão do acidente de trabalho?

São apenas três simples indagações que apontam a necessidade de reformulação da lei e que – infelizmente – indicam uma bem provável acentuação no número de demandas trabalhistas que já assoberbam a Justiça Especializada do Trabalho.

Algo é bem certo: somente a cautela do empregador e uma avaliação correta destas modalidades de trabalho à distância é que indicaram se as mesmas lhe serão benéficas ou não.

Se o empregado há de ser disciplinado para conseguir cumprir suas tarefas em domicílio, um ambiente propício ao relaxamento e desconcentração, o empregador há de ser mais disciplinado ainda.

Muito embora seja tentador enviar uma mensagem eletrônica, muito facilitada pelos smartphones e tablets, a qualquer hora do dia e da noite, inclusive aos finais de semana e feriados, é importante que o empregador também fique adstrito aos limites aos quais estaria submetido se a prestação de serviços se desse em seu estabelecimento.

10 Mandamentos do Trabalho à Distância

Não sendo nossa intenção superar integralmente a questão, mas apenas traçar algumas poucas orientações, segue o que denominamos de Os 10 mandamentos do trabalho à distância, sendo nosso objetivo provocar reflexão dos empregadores sobre a conveniência ou não da adoção do trabalho em domicílio ou à distância.

I. Avalie se a modalidade do trabalho à distância trará impactos positivos à empresa, considerando-se não apenas e tão somente os benefícios financeiros, mas também os aspectos comerciais e corporativos.

II. Avalie, com cautela, se a atividade comporta ser realizada pelo trabalhador em seu domicílio ou à distância, pois nem toda atividade admite essas modalidades.

III. Avalie, com a mesma cautela, se o trabalhador está realmente apto, técnica e pessoalmente, a realizar suas tarefas em domicílio ou à distância, pois estas modalidades exigem comprometimento e disciplina de sua parte.

IV. Uma vez definida a assunção das modalidades de trabalho à distância, redija um contrato específico, em cujo bojo hão de ser estabelecidos critérios e limites.

V. Cabe ao empregador oferecer ao empregado os equipamentos de trabalho, bem como promover a manutenção dos mesmos e assumir despesas diretas, a exemplo de custos com provedor, telefonia e energia elétrica. Assim, os aparelhos hão de ser utilizados exclusivamente para este fim, devendo ser proibida a utilização para fins particulares e/ou familiares.

VI. O empregado, sempre que possível, deverá trabalhar logado à plataforma do empregador, identificando-se biometricamente quando dos necessários acessos. Não sendo possível, empregado e empregador hão de prever, por força de contrato, critérios e limites específicos, sobretudo quanto à pessoalidade e cumprimento de jornada.

VII. Para que não haja a superação da jornada padrão de trabalho, o empregador deve limitar o acesso do empregado à sua plataforma ou determinar que a prestação de serviços seja limitada em 8 horas diários e/ou 44 horas semanais, bem como vetar que as atividades sejam realizadas aos domingos e/ou feriados.

VIII. Não deve o empregador valer-se de meios telemáticos ou informatizados para exigir do empregado a realização de tarefas em horário além da jornada padrão. O trabalho à distância exige, sobretudo, disciplina também por parte do empregador, o qual não pode pensar estar o empregado a qualquer momento à sua disposição.

IX. Poderá e deverá o empregador exercer controle sobre o exercício das atividades de seus empregados, sob os mesmos limites existentes se a prestação de serviços fosse realizada no estabelecimento do empregador.

X. Todas as regras de conduta e políticas corporativas de ação prevalecem sobre empregador e empregados, independentemente se a prestação se der no estabelecimento da empresa, no domicílio do empregado ou à distância.
Estejamos atentos ao que nossos tribunais começaram a interpretar e decidir!

Sobre o Autor

Fernando Borges é sócio sênior do Manhães Moreira Advogados e responsável pela Coordenação de equipe que atua na Área Trabalhista.

O Manhães Moreira Advogados Associados, um dos mais conceituados escritórios de advocacia do Brasil, foi fundado em 1995 por Joaquim Manhães Moreira. O escritório, com sede na Avenida Paulista e filial no Rio de Janeiro, tem o objetivo de prestar serviços jurídicos com alto padrão de qualidade e excelência nas mais diversas áreas do Direito Empresarial.

Presta assessoria jurídica nas transações nacionais e internacionais e mantém rede de escritórios correspondentes em mais de mil cidades brasileiras. Ao todo, são mais de 350 clientes ativos, entre os quais empresas nacionais e multinacionais líderes em praticamente todos os segmentos de mercado.

Sua atuação abrange todas as áreas do Direito Empresarial, com destaque para as de Tributário, Comercial (Contratual e Societário), do Consumidor, do Trabalho e de Consultoria em Direito Norte-Americano e Compliance), além de uma forte atuação no contencioso em todos estes ramos.

A banca de advocacia é atualmente dirigida por três sócios administradores, os advogados Ricardo Malachias Ciconelo, Alessandra Francisco e o próprio Joaquim Manhães Moreira. Reúne ainda, outros sócios operacionais que, juntos, coordenam uma equipe de mais de 100 profissionais, todos guiados pelos valores que norteiam as suas atitudes profissionais e pessoais como: ética, conhecimento, criatividade e parceria.

 

Motivos de fracasso em e-commerce

O mundo do e-commerce é encarado por alguns empreendedores como uma experiência ou um agregado de seu negócio de tijolo e cimento. Outros ainda acreditam que é só abrir a loja virtual que o sucesso é garantido. Mas o negócio virtual do e-commerce é tão real quanto qualquer outro negócio e oferece certos riscos de investimentos. Infelizmente no Brasil, 60% das lojas virtuais fecham antes de completar um ano de vida.

8 principais motivos de fracasso em e-Commerce

Por que isso acontece e como evitar? Conhecendo as respostas, a chance de sucesso aumentará muito. Por isso é importante conhecer os motivos principais que levam a decadência, chamados por mim de os 8F’s do insucesso:

1. Falta de Planejamento: Planejar nunca foi uma atividade muito bem exercida pelo empreendedor brasileiro, talvez seja esse o motivo do SEBRAE apontar um insucesso na casa dos 53% para as micro e pequenas empresas nos 3 primeiros anos de vida.

É impossível almejar o sucesso sem o planejamento prévio. A ferramenta mais importante nesse planejamento é o “plano de negócio”, o ponta-pé inicial que deve ser dado respondendo as seguintes questões: O que vou vender? Quem vai montar minha loja? Quem é o meu concorrente? Quanto gastarei para iniciar o negócio?

2. Falta de Foco no Mercado: Não tente vender de tudo, deixe isto para as grandes lojas. Lembre-se que a internet é um mercado totalmente diferente de uma loja física e que seu público é infinitamente maior. Procurar se especializar em um segmento específico é o começo.

Na internet uma pequena fatia de mercado representa milhões de consumidores, basta ter “foco”.

3. Falta de mão de obra qualificada: Não basta saber navegar na internet, é importante conhecer minimamente o gerenciamento de e-commerce:marketing digital, ferramentas de otimização, monitoramento de trafego. Estes três itens são básicos e essenciais.

4. Falha na divulgação: Para dar um pequeno exemplo, imagine uma loja em rua movimentada, cheia de produtos nas prateleiras e com portas fechadas. Uma loja virtual sem divulgação é igual, ninguém consegue ver e portanto ninguém irá comprar.

Aqui entra em ação o “planejamento de marketing e divulgação”, para otimizar o site nos mecanismos de busca, natural ou patrocinado, apoio em redes sociais, divulgação em outros sites, assessoria de imprensa, etc.

5. Falta de Planejamento Logístico: Um assunto delicado que acaba rendendo 80%dos desconfortos e demandas jurídicas entre a loja e o consumidor. Sabendo-se deste fato, é bom fazer um planejamento de maneira delicada e detalhada do seu sistema de lojística.

6. Fraude: A fraude, principalmente na venda com cartões de crédito, poderá acarretar grande prejuízo à loja virtual, levando ao seu fechamento, além de acabarem devendo às operadoras em função de antecipações negativa das em suas contas. Portanto, não é bom arriscar neste campo minado.

Utilize portais especializados em pagamentos com sistema antifraude conferindo grande segurança nas transações.

7. Falta de Monitoramento: Muitas lojas acabam fracassando, pois a sua administração não consegue ou não sabe visualizar o que esta ocorrendo em termos de análise de acessos, resultados de campanhas e marketing. Acabam tomando decisões – na maioria das vezes erradas – baseadas em suposições.

A web análise é uma ferramenta importantíssima no mundo virtual, sendo primordial que o web empreendedor se familiarize com o “GOOGLE ANALYTICS”.

8. Falha no Atendimento: Muito se fala em atendimento – e deveria se falar muito mais – e a sua loja pode ser virtual, mas o seu cliente é real e necessita de atendimento.

Seu cliente precisa saber exatamente o que esta acontecendo com o seu pedido de compra, seu site precisa ter um bom canal de comunicação com o cliente e transmitir a este CREDIBILIDADE.

 

Sobre o Autor
Arnaldo Korn é diretor presidente do portal Pagamento Já.